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Sou filha do Deus VIVO!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

EU QUERO ENXERGAR ALÉM DO INFRAVERMELHO E DO ULTRAVIOLETA

Um polémico debate ocupou de 2001 a 2003 as páginas do seríssimo “British Medical Journal”.Premissa: várias pesquisas, há tempos, mostram os efeitos positivos da oração numa variedade de condições patológicas. Documenta-se que o doente encontra benefícios (quanto ao andamento de sua enfermidade) no ato de orar ou na consciência de que estão a orar por ele.Mas não fica por aqui: algumas pesquisas já mostram que a oração traz benefícios mesmo quando alguém ora por um doente sem o seu conhecimento. Como explicar esses casos?Também quanto aos mais céticos, pode-se imaginar que a intenção humana (o esforço cerebral de quem deseja realmente que algo aconteça e ora por isso) tenha alguma realidade material (energia, partículas etc.) capaz de influenciar no andamento de um processo patológico. Será?Até poucas décadas atrás, ignorávamos a existência de uma série de partículas que, segundo a física de hoje, povoam o nosso universo. No fim de 2001, o “British Medical Journal”, depois de um editorial lembrando que a razão não explica tudo, publicou uma pesquisa, de L. Leibovici (BMJ, 2001, 323), que registra os efeitos benéficos (em pacientes com septicemia) de uma oração afastada não só no espaço, mas também no tempo. Como explicar isso?Foram incluídos no estudo todos os pacientes internados com septicemia, de 1990 a 1996, num hospital israelense; eram 3393. Em 2000 (quatro a dez anos mais tarde), por um processo rigorosamente aleatório, os arquivos desses pacientes foram divididos em dois grupos: um grupo pelo qual haveria oração e um grupo de controle. Para cada nome do primeiro grupo, foi dita uma breve oração que pedia a recuperação do paciente e do grupo inteiro.Resultado: no grupo que recebeu a oração em 2000, a mortalidade foi inferior entre 1990 e 1996, embora de maneira pouco significativa; no mesmo grupo, a duração da febre e da hospitalização foi significativamente menor nas mesmas datas.A publicação da pesquisa provocou uma enxurrada de cartas (BMJ, 2002, 324), algumas contestando as estatísticas, outras manifestando uma certa incompreensão do problema, que é o seguinte: como entender que uma oração resulta, tem seus efeitos confirmados, não só sem que o paciente tenha consciência da intercessão pedida (com possível efeito psicológico positivo), mas à distância no tempo? Como entender, que uma oração feita em 2000 tenha um efeito retroativo em alguém que estava doente entre 1990 e 1996, quando a pesquisa e a oração nem sequer estavam sendo cogitadas?Uma tentativa de resposta veio em 2003. O “BMJ” (2003, 327) publicou um interessante e enigmático artigo de Olshansky e Dossey, “History and Mystery” (história e mistério), em que os dois médicos dão prova de conhecimentos de física quântica muito acima da minha cabeça. O argumento de fundo é o seguinte: há modelos do espaço-tempo nos quais é possível que haja relações físicas entre o passado e o presente (ou seja, modelos em que o presente pode alterar o passado).Moral da história: em baixo do sol deve haver muito mais do que conhecemos e imaginamos, até porque nossa ciência está longe de ser acabada. Limitamo-nos com o que temos ao alcance dos nossos cinco sentidos, mas ainda há muito por descobrir…coisas grandes e firmes que desconhecemos por completo…talvez os nossos ouvidos nunca ouviram, algo que o olho humano nunca viu.

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